É um pouco irônico. Um pouco não, muito. Irônico escutar I miss you do Blink 182 e fingir não passar um curta-metragem na minha cabeça. Uma das faixas mais comuns e “passáveis” que se pode escutar, foi, é e sempre vai me dar a certeza de algo que nunca vai ter fim. Eu até queria que tivesse um fim, mas eu e você sabemos que nunca vai. Sabemos disso porque nos últimos três anos tivemos a convicção de que, tão fácil não esqueceríamos aquelas férias. Afinal, foram as melhores, porém hoje se tornaram lembranças, às vezes boas, às vezes ruins. Ruins por saber que nunca vou poder viver tudo de novo, tudo e um pouco mais, pois eu teria me arriscado mais, porém são boas, porque me fazem lembrar de coisas sutis e marcantes como “fecha os olhos e abre as mãos”, ou como a boba ansiedade que sentíamos. Nunca fiz hipótese de que os versos daquela música fariam sentido e se encaixariam tanto no futuro que nos coube. Me poupe, o quão ridículo é sentir a sua falta? O quão ridículo é viver em algum lugar do passado? O quão ridículo é escutar a mesma música trocentas vezes em um dia só? Até que eu mudaria de faixa se pudesse, mas assim como não posso voltar ao passado, também não posso mudar o futuro. O problema é que tudo vira passado, tudo tem sua mutabilidade e algumas memórias se tornam insignificantes. Mas aviso: Algumas. A grande maioria não dá pra esquecer. Não dá pra esquecer o porque que você me chamava de pêra, nem porque me roubaram um chaveiro e uma liga de cabelo, ou quando acordei às 5 da manhã pra nada, quando sentou do meu lado com um rolo de papel higiênico (é, trouxe o rolo todo) e disse pra eu enxugar meu rosto por motivos que só nós sabemos, quando teve que se poupar de certas coisas pra não sofrer, quando voltamos completamente encharcados de água e segurando nossos tênis por causa da chuva, quando me protegia, quando queria peidar e ir embora (tipo, sempre), quando guardávamos segredos como ninguém jamais guardou ou como nunca vamos esquecer o dia 13 de janeiro. Além de tudo isso, eu ainda lembro de muitas coisas que pretenderia esquecer se eu fosse capaz, mas foi como você me avisou uma vez: “Você não vai conseguir esquecer, assim como eu não consegui e assim como eu nunca vou conseguir.” E como diz na música.. “We’ll wish this never ends”.
“Uma brincadeira. Uma calçada. Uma bola. Mãos e uma música. Calor. Proteção. Afinidade. Contradições. Amor.. ou não. Não, amor não. Amizade. Amor e Amizade. Isso mesmo, letras, nomes e as coincidências. Adaptações. Amor? Sim, mas não por isso. Meu amor e a fantasia. Meu amor e a ilusão. Meu amor e o conforto. Meu amor e o desejo do novo. “Amor” na ilusão, não no coração. Amor, foi um pouco depois. Amor hoje.. mas não pelo novo, pelo antigo. O amor nostálgico, sofrido, duvidoso, do que convém no momento. Crescer. Amadurecer. Curtir, depois curtir com a pausa, a pausa triste e ociosa. Amor? Se perdeu entre a cabeça e o coração, conhece os caminhos, não sabe qual seguir, então fica entre eles.”

Hello there,
The angel from my nightmare
The shadow in the background of the morgue
The unsuspecting victim of darkness in the valley
We can live like Jack and Sally if we want
Where you can always find me
And we’ll have halloween on Christmas
And in the night we’ll wish this never ends
We’ll wish this never ends
I miss you, miss you
I miss you, miss you
Where are you and I’m so sorry
I cannot sleep I cannot dream tonight
I need somebody and always
This sick strange darkness
Comes creeping on so haunting every time
And as I stared I counted
The webs from all the spiders
Catching things and eating their insides
Like indecision to call you
And hear your voice of treason
Will you come home and stop this pain tonight
Stop this pain tonight
Don’t waste your time on me you’re already
The voice inside my head (I miss you, miss you)
Don’t waste your time on me you’re already
The voice inside my head (I miss you, miss you)
Blink 182 - I Miss You.